Carregando...

domingo, 31 de julho de 2011

Eletrônica



A eletrônica (português brasileiro) ou electrónica (português europeu) (AO 1990: eletrônica ou eletrónica) é a ciência que estuda a forma de controlar a energia elétrica por meios elétricos nos quais os elétrons têm papel fundamental.
Divide-se em Analógica e Digital porque suas coordenadas de trabalho optam por obedecer estas duas formas de apresentação dos sinais elétricos a serem tratados.
Numa definição mais abrangente, podemos dizer que a Eletrônica é o ramo da ciência que estuda o uso de circuitos formados por componentes elétricos e eletrônicos, com o objetivo principal de representar, armazenar, transmitir ou processar informações além do controle de processos e servo mecanismos. Sob esta ótica, também se pode afirmar que os circuitos internos dos computadores (que armazenam e processam informações), os sistemas de telecomunicações (que transmitem informações), os diversos tipos de sensores e transdutores (que representam grandezas físicas - informações - sob forma de sinais elétricos) estão, todos, dentro da área de interesse da Eletrônica.
Complementar à definição acima, a Eletrotécnica é o ramo da ciência que estuda uso de circuitos formados por componentes elétricos e eletrônicos, com o objetivo principal de transformar, transmitir, processar e armazenar energia, utilizando a eletrônica de potência. Sob esta definição, as usinas hidrelétricas, termoelétricas e eólicas (que geram energia elétrica), as linhas de transmissão (que transmitem energia), os transformadores, retificadores e inversores (que processam energia) e as baterias (que armazenam energia) estão, todos, dentro da área de interesse da Eletrotécnica.
Entre os mais diversos ramos que a abrangem, estuda a transmissão da corrente elétrica no vácuo e nos semicondutores. Também é considerada um ramo da Eletricidade que, por sua vez, é um ramo da Física onde se estudam os fenômenos das cargas elétricas elementares, as propriedades e comportamento, do Elétron, Fótons, partículas elementares, ondas eletromagnéticas, etc.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

“Ser diferente é normal”.

sábado, 30 de julho de 2011

Cobrança e pagamento!

“Quem tem dinheiro dita as regras, mandam quem pode e obedece quem tem juízo”.

"Proposta de lei".

Pena Máxima

Na realidade, a lei penal aplicada no Brasil na época do periodo colonial era a contida nos 143 títulos do Livro V das Ordenações Filipinas,219 promulgadas por Filipe II, em 1603. Orientava-se no sentido de uma ampla e generalizada criminalização e de severas punições. Predominava, entre as penas, a de morte. Outras espécies eram: as penas vis (açoite, corte de membro, galés); degredo; multa; e a pena-crime arbitrária, que ficava a critério do julgador que inexistente o princípio da legalidade
Hoje em dia justifica-se como conseqüência direta e imediata do preceito constithttp://www.jurisway.org.br/v2/EuLegisladorLei.asp?id_lei=186ucional que veda (CF, art. 5º, XLVII, 'b'), de modo absoluto, a existência, no sistema jurídico brasileiro, de sanções penais de caráter perpétuo. Em decorrência dessa cláusula constitucional, o máximo penal legalmente exeqüível, no ordenamento positivo nacional, é de trinta (30) anos, a significar, portanto, que o tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior àquele limite imposto pelo art. 75, 'caput', do Código Penal.!
A época em que foi formulado o Art.75 do Código Penal, a expectativa de vida do brasileiro era relativamente baixa mais ou menos 50 anos, com isso um individuo que apresentava-se uma periculosidade a sociedade que tinha seus 18 anos, se o mesmo for enquadrado no art.75 do código penal, a sanção dele seria como uma prisão perpetua; -Porque se o mesmo entra com seus 18 sairá com seus 48 anos, se a expectativa do brasileiro e de 50 então o mesmo quando sai vai restar poucos anos de vida a ele.
Nós hoje estamos em pleno o século vinte e um, muita coisa mudou, com ele a expectativa de vida, hoje aproxima-se de 72,7 anos, com tudo isso a pena máxima tem que ser aumentada, por causa da expectativa de vida, hoje se um adolescente que venha a cometer um ato que seja enquadrado no art.75 do código penal, se o mesmo entrar com 20 anos sairá com 50 anos, ele ainda vai ter seus 22 anos de vida, quem me garante que esse mesmo não venha apresentar uma periculosidade a sociedade.
Como dita o estado em sua formula objetiva, só rege o que for de interesse do mesmo, pelo visto aumentar a lei do art.75 do código penal não é interesse dele.

Fonte: http://www.jurisway.org.br/v2/EuLegisladorLei.asp?id_lei=186

Justiça social

Justiça social é uma construção moral e política baseada na igualdade de direitos e na solidariedade coletiva. Em termos de desenvolvimento, a justiça social é vista como o cruzamento entre o pilar econômico e o pilar social.
O conceito surge em meados do século XIX, referido às situações de desigualdade social, e define a busca de equilíbrio entre partes desiguais, por meio da criação de proteções (ou desigualdades de sinal contrário), a favor dos mais fracos.[1][2]
Para ilustrar o conceito, diz-se que, enquanto a justiça tradicional é cega, a justiça social deve tirar a venda para ver a realidade e compensar as desigualdades que nela se produzem.[3] No mesmo sentido, diz-se que, enquanto a chamada justiça comutativa é a que se aplica aos iguais, a justiça social corresponderia à justiça distributiva, aplicando-se aos desiguais. O mais importante teórico contemporâneo da justiça distributiva é o filósofo liberal John Rawls.[4][5]

Em Uma Teoria da Justiça (A Theory of Justice), de 1971, Rawls defende que uma sociedade será justa se respeitar três princípios:

1) garantia das liberdades fundamentais para todos;
2) igualdade equitativa de oportunidades ;
3) manutenção de desigualdades apenas para favorecer os mais desfavorecidos.

Referências1.↑ Palacios, Alfredo. La justicia social. Buenos Aires: Claridad.
2.↑ Rudi, Daniel M.. «El principio general de la Justicia Social». Los derechos constitucionales del trabajador. Buenos Aires: Eudeba. pp. 7-9.
3.↑ La justicia social no puede ser ciega. USO SNIACE, Espanha, 17 de dezembro de 2006.
4.↑ Rawls, procedimentalismo e contratualismo, por Nythamar Fernandes de Oliveira.
5.↑ L'éthique économique de John Rawls, por Jean-Paul Maréchal.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Divisor de águas



Como saber que uma pessoa está falando a verdade?

Analisa o depoimento da fala, o conteúdo é verificado quanto à fidedignidade das informações, então eles recorrem às pessoas, personalidades importantes envolvidas nas afirmações e as procura para saber se é verdade ou não. Sendo verdade eles dão o prosseguimento. Existe um caso em que só os artistas e todos os envolvidos de um canal de TV podem testemunhar se uma história é verdade ou mentira.

Centro de operações

Vendo tudo em um lugar só, um xadrez de monitoramento de televisões.

Um xadrez de evento.



Um xadrez de local do evento, logomarca, cenário, discurso e conclusão do evento.

Artistas dentro de um contexto investigativo podem imitar as reações de pessoas presas.

O artista pode estudar pessoas que estão presas ou sob investigação e imitar as suas reações em situações diversas em ações culturais. Com relação ao cotidiano de pessoas sob investigação o comportamento das mesmas é estudado, o artista pode imitar as reações e podemos identificar em ações culturais os acontecimentos quando o artista imita e aborda um contexto real. Tarefa do cotidiano também pode ser inserido em ações culturais com tarefas similares programada para o mesmo tempo da realização no ambiente de prisão. Podem ser selecionados novos talentos com fisionomia parecida a um contexto em investigação. Ação cultural com identidade preservada os artistas que fazem os personagens que médicos e policiais tenha fisionomia parecida com as pessoas de um contexto em investigação de um lugar específico, sendo de outros países.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ação cultural com identidade preservada com respaldo policial.



Conhecendo a história de uma investigação policial de um determinado lugar, conteúdo e todas as pessoas envolvidas na investigação podendo promover ações culturais investigativas diariamente. Artistas que desenvolvem ações culturais investigativas com respaldo policial.
Existe uma prisão conhecida por todas as outras prisões do mundo, por causa de ações culturais com identidade preservada com respaldo policial.

A beleza do cheiro

O cheiro de Jesus! Jesus amado meu!

Análise da construção e conclusão de um trabalho de estudo.



Um trabalho de estudo e análise da escrita e fala monitorada em tempo real. Analisar o raciocínio sendo construído, estudado e concluído, além da análise da própria conclusão individual sobre o próprio trabalho.

Experiências que temos ao longo da vida passam, devemos prosseguir guardar o que for bom e jogar fora o que não foi bom.

Não ficar presa às experiências passadas, como se estas coisas fossem eternas, tudo que passou, já passou.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nada passa despercebido diante dos olhos de Deus!

Por isto em Deus devemos por a nossa confiança. Jesus é o meu presente!

Cada um vive com as condições financeiras que pode!



Mesmo com pouco dinheiro e pouco recurso financeiro você pode ter uma vida honesta sem pedir nada a ninguém no sentido de mendigar, não é vergonha ter pouco dinheiro, não é vergonha ser pobre.

Um xadrez de reportagens




Um xadrez de ferramentas utilizadas em ações culturais.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Comunicação

Carlos Santos (UESB)

APRESENTAÇÃO

A presente pesquisa objetiva esclarecer a importância de conceitos básicos e etimológicos desta importante equação lingüística da comunicação humana: língua + linguagem = comunicação. Para isto, o saber científico esteve entrelaçado durante sete meses neste estudo, partindo de princípios e conceitos de dicionários especializados e literatura específica. Nesta Era de globalização e contatos com novas mídias, se faz necessário compreender como os falantes ou qualquer comunicador - que emite e recebe mensagens precisam saber sobre o funcionamento do processo de comunicação dos seres humanos. Neste estudo, foi considerada na metodologia, a relatividade de regiões e épocas dos falantes, numa perspectiva dialética. Com isto, teci comentários sobre diversas línguas faladas no nosso planeta. Mesmo porque, desde a Antigüidade, pensamento e linguagem estão ligados num processo de pensar e dizer dos falantes de qualquer comunidade humana. Segundo Rotins, em Pequena História da lingüística, "a língua de um povo é o espírito, e seu espírito é sua língua", ou seja, o modo de pensar e o modo de falar de determinadas comunidades estão indissociavelmente ligados. Para o lingüista Herder, a linguagem e pensamento são inseparáveis: a linguagem é instrumento, conteúdo e forma de pensamento. A estreita relação entre pensamento e linguagem tornou-se lugar-comum na filosofia desde a Antigüidade, ainda que autores como Aristóteles admitisse a anterioridade da abstração e do pensamento, a que, portanto, a linguagem estaria subordinada. Herder, dizia que, tendo em vista a mútua dependência entre o pensar e o dizer, os esquemas conceptuais e a literatura popular das diferentes comunidades só poderia ser adequadamente compreendidos e estudados através das próprias línguas.
Na teoria do significado, os teóricos consideram a palavra, que tem seu significado próprio, como símbolos essenciais e imediatos de idéias em estudos de linguagem enquanto enunciados lógicos. Como referencial teórico, fiz consultas em dicionários e leitura da bibliografia citada no final deste trabalho visando obter respostas que convencessem questionamentos do corpus da pesquisa, assim como comprovasse hipóteses no ato de comunicação oral e escrito do corpus. Dessa forma, iniciei a investigação a partir do processo fonológico - vendo a língua e compreendendo o seu funcionamento no processo articulatório, no uso de vogais e consoantes nos órgãos do aparelho fonador.
Ao iniciarmos o aprendizado de qualquer idioma, é necessário conhecer onde são produzidos os sons da língua e entender como funciona nosso aparelho fonador. Deve-se também, ter a noção do conceito de língua, seus tipos e suas variações. Biologicamente, a língua humana tem a função de articulador de sons para a produção de sons na execução das palavras. Com as palavras se faz a linguagem ou as linguagens. Com estas, qualquer ser falante passa a se comunicar. Mas para que isto aconteça, o comunicador precisa conhecer os diversos conceitos de língua, de linguagem e de comunicação.

INTRODUÇÃO

Aparelho fonador e a fala

Considerando a produção dos sons necessários à fala, a fonação está associada ao aparelho fonador. Prova disto, estudos da linguagem humana compreendem em duas partes: a primeira, tem por objeto a língua, por ser individual relaciona-se ao psíquico; a segunda, se encontra a fala, que é a fonação, a psicofísica.
Sobre o valor da palavra, constituído por relações e diferenças, são pertinentes alguns comentários. "O que importa na palavra não é o som em si, mas as diferenças fônicas que permitem distinguir essa tal palavra de todas as outras, porque são elas que levam à significação". Com isto, tem-se a noção do fonema, que pode ser "entidades opositivas, relativas e negativas". Com a palavra se constrói a fala, a linguagem. Se a língua é um produto social, a fala pode ser definida como um componente individual da linguagem, um ato de vontade e da inteligência humana. Foram os gregos que perceberam línguas diferentes e divisões dialetais dentro da comunidade da fala grega. Por isto, voltemos ao conceito e considerações a respeito da fala humana.
“A fala é um fenômeno físico e concreto que pode ser analisado seja diretamente, com ajuda do ouvido humano, ou com métodos e instrumentos análogos”. Alguns teóricos a definem como “a faculdade natural de falar”. Muitos confundem a fala como linguagem. A fala é um ato individual de vontade e de inteligência. Na verdade, ela é um fenômeno fonético; a articulação da voz de origem a um seguimento fonético audível de pura sensação. O ato da fala se divide fisicamente em três fases: a primeira diz respeito a produção da cadeia sonora pelos órgãos de (articulação e fonação); a segunda, corresponde à transmissão da mensagem com ajuda de uma onda sonora; e a terceira, está associada à recepção da cadeia sonora, isto é, sua interpretação como uma série de elementos de valores distintivo. Sapir, em “A Linguagem”, diz que a fala não é uma atividade simples produzida por órgãos. “Não cabe falar, rigorosamente, de órgãos da fala; existem, somente, órgãos fortuitamente úteis à produção dos sons da linguagem: os pulmões, a laringe, o palato, o nariz, a língua, os dentes e os lábios são utilizados pela fala, mas não devem ser considerados essenciais”...
A língua é necessária para que a fala seja inteligível e produza todos os seus efeitos, mas esta é necessária para que se comunique. O ato da fala vem sempre antes da língua. A fala está depositada no cérebro. É a fala que evolui a língua. São as impressões recebidas ao ouvir os outros que modificam os hábitos lingüísticos, por exemplo, dois falantes (emissor-receptor) em comunicação. O ponto de partida será o cérebro, onde os fatos da consciência, a que chamamos de conceitos, se acham associados às representações dos signos lingüísticos ou imagens acústicas que servem para exprimi-los. Com isto, imagina-se que um conceito suscite no cérebro uma imagem acústica, ou seja, um fenômeno inteiramente psíquico, seguido de um processo fisiológico: o cérebro transmite aos órgãos da fonação um impulso correlativo da imagem, depois, as ondas sonoras se propagam da boca A (emissor) até o ouvido de B (receptor), um processo puramente físico. Posteriormente, o circuito se prolonga até (B) numa ordem inversa do ouvido ao cérebro. Isso é uma transmissão fisiológica da imagem acústica. No cérebro, acontece a associação psíquica dessa imagem com o conceito correspondente. O termo (imagem acústica), para Saussure, é a representação natural da palavra enquanto fato da língua virtual, fora de toda realização da fala.
Baseado em um dos estudos de Saussure sobre linguagem, destaca-se a relação intrínseca língua/fala. Na definição do lingüista genebrino, língua "é a parte social da linguagem que, em forma de sistema, engloba todas as possibilidades de sons existentes em uma comunidade". Partindo desse princípio, a língua se caracteriza como ato exterior ao indivíduo que, não pode criá-la nem modificá-la. De acordo com os lingüistas, a língua evolui de geração em geração. Já a fala, é individual e pertence ao falante que tem total liberdade para usá-la. Em "Aula de Português", o poeta Carlos Drummond de Andrade escreve sobre a relação lingüística Língua + Linguagem = Comunicação. Nos versos do poeta, “linguagem/ na ponta da língua/tão fácil de falar/ e entender”...
Saussure referiu-se à língua como um “tesouro” onde estariam armazenados os signos, enquanto que a fala seria a organização desses signos em frase, a combinação dos sentidos para construírem o sentido global da frase. Saber um idioma implica receber e memorizar o seu código. Nesta junção, a língua é uma passividade. Enquanto que a fala implica um comportamento ativo sobre a linguagem. O semiólogo Roland Barthes, ressalta o caráter dialético do conceito saussuriano, e afirma que só podemos manejar uma fala quando destacamos na língua, a fala. "A língua só é possível a partir da fala: historicamente, os fatos da fala procedem sempre os fatos da língua - é a fala que faz a língua evoluir e, geneticamente, a língua constitui-se no indivíduo, no ser falante, pela aprendizagem da fala que o envolve. A língua é, em suma, o produto e o instrumento da fala, ao mesmo tempo". Com isso, a definição dos termos (fala e língua) depende essencialmente do processo dialético que une um ao outro.

LÍNGUA

Língua “é um instrumento de comunicação, um sistema de signos vocais específicos aos membros de uma mesma comunidade. Graças à sua flexibilidade, mobilidade e situação na cavidade bucal, ela desempenha o principal papel na fonação. Seus movimentos provocam modificações na forma da cavidade bucal e exerce uma influência sobre a onda sonora na laringe. A língua, também interfere, em geral, como uma articuladora quando entra em contato na produção do ar dentro da boca, na região laringal e labial que produz o som das palavras” define o Dicionário de Lingüística. Para Ferdinand de Saussure e os estruturalistas, língua é um sistema cuja estrutura se estuda a partir de um corpus, estudo esse que leva a uma classificação, a uma taxionomia dos elementos do sistema. Já no Dicionário de Comunicação (Ática - 1987), em outra concepção de Saussure, língua é o “produto social da faculdade da linguagem”, pode ser também “um conjunto de conversões necessárias, adotadas pelo corpo social, para permitir o exercício da linguagem”.
A língua é, portanto, um sistema de signos cujo seu funcionamento repousa sobre um certo número de regras, de correções. É um código que pretende estabelecer uma comunicação entre emissor e receptor. Um sistema de signos construídos pela associação de imagens auditivas a conceitos determinados. E para compreendê-la, é fundamental discernir da fala, o qual será definido posteriormente. Para desvendar esta complexidade, o estudioso francês Roland Barthes, mestre da semiologia, completa a definição Saussure definindo língua como “a linguagem menos a fala”. Sendo uma instituição social e um sistema de valores, para Barthes, a língua é “uma instituição social, ela é parte social e não premeditada da linguagem; o indivíduo, por si só, não pode nem criá-la nem modificá-la, trata-se essencialmente de um contrato coletivo ao qual temos que nos submeter em bloco se quisermos comunicar”. Em Cours de Linguistique Générale, Saussure explicou: "para nós, ela não se confunde com a linguagem; é somente uma parte determinada. Ela é, ao mesmo tempo, um produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de conversões necessárias, adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos. A língua constitui-se algo adquirido e convencional. Pode-se dizer, faz a unidade da linguagem".
Portanto, a língua, distinta da fala, é um objeto que se pode compreender separadamente. Enquanto que a linguagem é heterogênea. A língua é um sistema de signos que exprimem idéias, e é comparável, por isto, à escrita, ao alfabeto dos surdos-mudos, aos ritos simbólicos, aos sinais militares, etc. Pode ser também, "um sistema de sinais acústicos orais, que funciona na intercomunicação de uma coletividade", define Carlota Ferreira e Suzana Cardoso em A dialética no Brasil (Ed. Contexto).
No corpus da pesquisa, existiam suas variações, e diversas comunidades e falantes das mesmas. A começar pela língua materna, usada no país do falante, adquirida desde a infância, durante o aprendizado da linguagem. As línguas vivas, são todas as línguas utilizadas, tanto na comunicação oral como na comunicação oral como na comunicação escrita, nos mais diversos países. As línguas mortas não estão mais em uso como meio de comunicação oral e escrito, mas substituem essas e são utilizadas, às vezes, em milhares de textos bíblicos, documentos arqueológicos, textos literários, servindo como documento-fonte de pesquisa. O Sânscrito, o Latim, o Grego, também são ditas línguas “mortas” porém são encontradas em documentos religiosos.
No universo pesquisado, existe uma pluralidade de línguas, desde que se fale língua portuguesa, inglesa, francesa, espanhola, entre outras. Aqui, o termo entra em concorrência com outras palavras - dialetos, regionalismo, sotaques e patoás -, que também designam sistemas de comunicação lingüísticos. Há diversos tipos e níveis de línguas. Para se conhecer, é necessário mais tempo e mais investigações neste campo. Contudo, uma das principais questões para a lingüística e teóricos da comunicação seria: onde essas línguas estão e como são faladas? Para que servem e como surgiram? No meu recorte da presente pesquisa, encontrei algumas definições.
A língua-mãe, é quando se estabelecem genealogias - ou famílias de línguas tomadas como referência ou resultado. Para o português ou francês, por exemplo, diremos que a língua-mãe é o latim. As línguas-irmãs são todas as que resultam das evoluções divergentes de uma mesma língua antiga, dita língua-mãe. O português, franc6es e espanhol são exemplos de línguas irmãs, sendo o latim, a língua-mãe. A língua franca é o saber falado até o Século XIX nos portos mediterrâneos. Ela é baseada no italiano, compreende diversos elementos das línguas românticas. Denomina-se também língua franca, toda língua composta do mesmo tipo. A língua de união, encontrada nas regiões fragmentadas lingüisticamente, onde nenhuma língua se impõe como veicular, procede-se à constituição de línguas de união. A constituição das línguas de união é baseada na escolha de certos sistemas lingüísticos naturais.
Dialeto, segundo o Dicionário de Comunicação, “é uma forma de língua que tem seu próprio sistema léxico, sintático e fonético, e é usado num ambiente mais restrito que a própria língua”. O termo “dialektos”, de origem grega, enquanto oposto `a língua, designa uma língua menor em uma língua maior. Os dialetos são membros de uma família de línguas ou se constituem “famílias” menores inseridas numa família maior. Na Zâmbia e na África oriental portuguesa, encontram-se seis grupos de dialetos diferentes, cujos falantes reunidos estimam-se em cerca de um milhão.
Nos países sem uma língua definida, oficial normalizada, os dialetos são formas de línguas vizinhas uma das outras, cujos falantes se compreendem mais ou menos e, por oposição a outros, têm a impressão de pertencerem a uma mesma comunidade lingüística. Eles são também formas locais de comunicação a partir das quais se constitui uma língua de união.
Os regionalismos, forma peculiar do falar de indivíduos de qualquer região,(baiano, carioca, gaúcho ou paulista) pode-se entender verificando-se suas diversas maneiras de pronunciar as palavras. Para entender e ser entendido, deve-se considerar traços de um falar de pessoas que vivem em um país com variações lingüísticas diversificadas.
Os sotaques - conjunto dos hábitos articulatórios realizados por entonações, confere uma identificação própria ou estrangeira à fala de indivíduos. No Brasil, em cada região ou Estado há um tipo de sotaque característico dos falantes nativos. Já o patoá - adaptado do francês patois, é o dialeto social reduzido a certos signos falados somente numa comunidade, em geral, em grupos de falantes rurais. Na visão dos estudiosos da língua, os patois, ou falar patoá, derivam de dialetos regionais ou mudança sofrida de uma língua oficial. Na Jamaica, o patois é formado por uma junção do inglês, francês, espanhol e línguas africanas. É usado pelos falantes nativos da ilha para confundir os turistas.
Se para Ferdinand de Saussure, a língua é um sistema, pode-se questionar quais são as unidades deste sistema, defini-la e delimitá-la para que se posa estudar seu funcionamento neste sistema. É um estudo que interessa não só aos lingüistas, mas professores de idioma e jornalistas que fazem uso dela. Mesmo porque, as línguas são unidades complexas, compostas de palavras.

LINGUAGEM

Os estudos da linguagem foram iniciados na Grécia. Em quase todas as famosas escolas da filosofia grega incluíram a linguagem como seus objetos de investigação científica. Ao contrário dos estóicos, os alexandrinos também se interessaram principalmente pela linguagem como parte dos estudos literários. lingüisticamente, este reconhecimento se tornou claro na adoção da linguagem adotada entre as províncias ocidentais e orientais. Varrão, gramático latino, foi o mais importante estudioso do assunto. A visão dele sobre a linguagem era que: "o desenvolvimento da linguagem se deu a partir de um conjunto limitado de palavras básicas que se fizeram aceitar para representar os objetos que serviram para reproduzir novas palavras através das mudanças de letras ou da forma fonética". Foi Sibawarth, pesquisador persa com os gramáticos árabes que foram capazes de descrever sistematicamente os órgãos da fala e o mecanismo da fonação. O que contribuiu para novos caminhos e conquistas políticas, sociais e intelectuais que deu início o período histórico na Idade Média nos estudos das línguas e da linguagem humana.
A origem da linguagem, ainda que esteja fora do alcance de qualquer ciência lingüística concebível, nunca deixou de fascinar os pesquisadores interessados pelos problemas da fala, e de uma forma ou de outra tem sido permanente centro de atenção desde os primórdios registros históricos. Já houve várias tentativas de afirmações sobre a origem da linguagem. Mas ainda continua a incerteza. O que se sabe é que em meados do século XVIII, dois filósofos franceses (Condillac e Rousseau) já discutiam sua origem. As concepções deles sobre a gênese da linguagem são semelhantes. Para ambos, a linguagem tem origem nos gestos demonstrativos e imitativos e nos gritos naturais. Humboldt foi um dos lingüistas do início do século passado que, em sua teoria da linguagem, ressaltou o aspecto criativo da habilidade lingüística do todo ser humano. Mas o que é linguagem?
Segundo o minidicionário “Aurélio”, que classifica linguagem como um substantivo feminino, significa o “uso da palavra como meio de expressão e de comunicação entre pessoas. Forma de expressão pela linguagem própria dum indivíduo, grupo e classe social. Vocabulário, palavreado. No “Dicionário de Lingüística” ela é definida da seguinte forma: “capacidade específica à espécie humana de comunicar por meio de um sistema de signos vocais ou língua, que coloca em jogo uma técnica corporal complexa e supõe a existência de uma função simbólica e de centro nervoso geneticamente especializado”. Esse sistema de signos vocais referido, utilizado por um grupo social ou comunidade lingüística constitui uma língua particular.
No “Dicionário de Comunicação”, define-se de outra maneira e dizem claramente que a linguagem está ligada à lingüística e pode ser “qualquer sistema de signos - não só vocais ou escritos, como também visuais, fisionômicos, sonoros e gestuais - capaz de servir à comunicação entre indivíduos. A linguagem articulada é apenas um desses sistemas. Pode ser ainda o recurso usado pelo homem para se comunicar. Instrumento pelo qual os homens estabelecem vínculos no tempo e determinam os tipos de relações que mantêm entre si.”
Para o alemão Edward Sapir, estudioso da linguagem, autor de vários livros, a linguagem chega a ser o meio de expressão de uma sociedade, a tal ponto que o mundo real é “inconscientemente construído sobre os hábitos de linguagem do grupo. Em grande parte, vemos, ouvimos e temos outras experiências porque os hábitos da linguagem da nossa comunidade predispõem certas escolhas de interpretação”. Essa concepção mais ampla de linguagem dá margem a duas posições divergentes: a) todas as formas vivas têm uma certa forma de linguagem; b) a linguagem é um fato exclusivamente humano, um método de comunicação racional de idéias, emoções e desejos por meio de símbolos produzidos de maneira deliberada.
A linguagem pode ser caracterizada como a capacidade viva que têm os falantes de produzir e entender enunciados, e não com os produtos observáveis que resulta do ato de falar ou de escrever. Ela é uma habilidade criadora e não um mero produto. Pode ser definida ainda, como um vetor essencial da comunicação e existe uma procura cada vez mais forte de tratamento dos conflitos sociais em termos de disfuncionamento da comunicação. A linguagem também pode ser conceituada como meio de expressões e dos sentimentos individuais que, por ela, o homem se comunica coletivamente.
As linguagens são constituídas de três formas: como representação, “espelho” do mundo e do pensamento; instrumento “ferramenta” de comunicação e forma “lugar” de ação ou interação entre falantes. Ou seja, a principal concepção, o homem (ser falante) representa para si o mundo através da linguagem e, assim sendo, a função da língua é representar/refletir seu pensamento e seu conhecimento de mundo. A segunda, considera a língua como um código através do qual um emissor comunica-se com um receptor certas mensagens. A terceira concepção, finalmente, é aquela que encara a linguagem como atividade, forma de interação que possibilita aos membros de uma sociedade a prática dos mais diversos atos. A cada instante, a linguagem implica ao mesmo tempo um sistema estabelecido e uma evolução. A cada instante ela é uma instituição atual e um produto do passado. “De fato nenhuma sociedade conhece nem conheceu jamais a língua de um outro modo que não fosse como um produto herdado de gerações anteriores e que cumpre receber como tal. O único interesse da pesquisa lingüística, é investigar a vida normal e regular de idiomas já constituídos. Mesmo porque, um dado estado da língua é sempre o produto de fatores históricos, isto é, que interessa a ciência da linguagem”. (Ferdinand de Saussure, Curso de Lingüística Geral).
Existem diversas perturbações da faculdade da linguagem. Como patologias da linguagem há por exemplo: a dislexia e a distografia. Perturbações devidas à patologia mental (autismo, esquizofrenia, entre outras afasias devidas a uma lesão cerebral. A afasia pode ser uma dificuldade ou uma incapacidade de expressão - afasia de expressão, de compreensão - afasia de sensorial; de leitura - alexia, ou de escrita - agrafia.

COMUNICAÇÃO

É o ato ou efeito de comunicar-se. Ação de transmitir e receber mensagens por meio de métodos e ou processos convencionais. Segundo o “Dicionário de Lingüística”, comunicação “é a troca verbal entre um falante, que produz um enunciado destinado a outro falante, o interlocutor de quem ele solicita e escuta e/ou uma resposta explícita ou implícita. Ela é intersubjetiva. No plano psicolingüístico, é o processo em cujo decurso a significação que um locutor associa aos sons é a mesma a que o ouvinte associa a esses sons. Seus participantes ou atores, são as “pessoas”: o eu, ou falantes, que produzem o enunciado/discurso, o interlocutor ou alocutório, enfim, aquilo que se fala, os seres ou objetos do mundo.
No sentido que lhe dão os teóricos e os lingüistas, comunicação é o fato de uma informação ser transmitida de um ponto a outro - lugar ou pessoa. A transferência dessa informação é feita por meio de uma mensagem (linguagem), que recebe uma certa forma, que foi decodificada. A primeira condição, com efeito, para que a comunicação possa estabelecer-se é a condição da informação, isto é, a transformação da mensagem sensível e concreta em um sistema de signos, ou código, cuja característica essencial é ser uma convenção preestabelecida, sistemática e categórica.
O que esta pesquisa objetivou foi mostrar, com alguns conceitos, a relação/equação entre a língua, e a linguagem, para se efetuar a comunicação. Todavia, o esquema da comunicação supõe a transmissão de uma mensagem lingüística entre canais de um emissor (falante A) e um receptor (falante B), que possuem em comum, ao menos parcialmente, o código - língua - para a transcrição da ou das mensagens.

CONSIDERAÇÕES E RESULTADOS

Conclui-se, contudo, após a investigação científica que o corpus que delimitei a estudar não se esgota tão facilmente. Cabe à lingüística, ciência da linguagem , dá ou abrir novos caminhos de pesquisa e fomentar estudos nesta área. Com isto, nós, seres humanos e falantes de idiomas poderemos compreender seus fenômenos nesta diversidade (mais de 200) línguas do planeta terra , e entender os códigos das línguas ditas naturais faladas no mundo.
Ficou constatada também a existência de uma infinidade de línguas, dialetos e patois em várias regiões do mundo ainda desconhecidos para uma grande parcela da humanidade, cuja tipologia é possível estudar cientificamente. Mesmo porque, nesta pesquisa, houve a possibilidade de verificar que no seio de determinadas comunidades lingüísticas, todos os membros (falantes) do português por exemplo, produzem enunciados que, a despeito das variações lingüísticas diatópicas, diafásicas a diastráticas lhes permitem estabelecer compreensão e comunicação entre os comunicadores/falantes. Tudo repousa sobre um sistema de regras e relações possíveis de descrever, a partir do aparelho fonador. É a esse sistema abstrato, subjacente a todo o ato da fala, que Saussure denominou de língua. E, com ela, os falantes, através da linguagem, se comunicam com o mundo em que vive.
Do ponto de vista histórico, a contribuição de Ferdinand de Saussure para a lingüística está dividida em três partes: 1) formalizar e explicar a dimensão sincrônica em que a língua é considerada como ela existe e como funciona num dado ponto de temporal, e a dimensão diacrônica, onde se focaliza as mudanças da língua no tempo; separar a competência lingüística do falante dos fenômenos dando-lhes o nome langue - língua, definindo-a como produto histórico e parole - fala, como o uso das regras que estão gravadas na mente humana. Saussure mostrou também, com seus estudos, que a langue é a forma e a parole a substância. Definições estas que daria mais um precioso estudo para a teoria da comunicação e a lingüística.
No campo fonológico das palavras, a fonética era considerada nos estudos dos lingüistas como ponto de união entre a gramática e a expressão oral. Divididos em intrabucais e extrabucais, os órgãos fonológicos - a glote, os pulmões e a cavidade bucal são responsáveis pelos sons da fala. A fonética, ciência dos sons da linguagem, está dividida em três ramos: a articulatória - a mais antiga, analisa a maneira como o aparelho fonador produz os sons da linguagem; a acústica - que estuda a estrutura física dos sons da língua, analisando em termos de freqüência, de intensidade e de duração. Efetua uma síntese da fala: auditiva - que estuda os processos da audição da linguagem.
Depois de pesquisado a equação Língua + Linguagem = Comunicação na bibliografia específica, constatei que a linguagem não é perceptível, ela é um objeto abstrato cuja existência se postula para explicar as línguas existentes. Para os níveis de língua, foram encontrados conceitos de língua familiar, elevada, língua técnica, erudita e popular, próprias a certas classes sociais, características a subgrupos. Sobre a variação geográfica (que se estuda de forma diafásica, diastrática e diatópica), encontra-se diferentes tipos de línguas. A respeito dos tipos, há teóricos que afirmam existir além de línguas escritas e instituições lingüísticas, há também línguas não ensinadas, como por exemplo, a língua dos ciganos.
Diante das constatações do universo pesquisado, pode-se certificar que não existe homem , enquanto ser racional, sem linguagem, nem nenhuma linguagem isolada do ser falante. Com suas peculiaridades e características próprias, os falantes com suas línguas vão construindo suas linguagens e buscando formas de se comunicar em suas comunidades. Assim, o homem por ser histórico e social constrói suas realidades, suas cadeias de comunicação, alcançando lugares de poder e resistência nesta aldeia global de comunicação da sociedade pós - moderna.

BIBLIOGRAFIA

DUBOIS, Jean & MATHÉE, Giacomo (e outros). Dicionário de Lingüística. São Paulo : Cultrix, 1997-98.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário Aurélio. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1997.
FERREIRA, Carlota & CARDOSO, Suzana. A dialetologia no Brasil. São Paulo : Contexto,1994.
MAINGUENEAU, Dominique. Introdução à Lingüística. Lisboa, 1997.
RABAÇA, Carlos Alberto & BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação. São Paulo,1997.
ROBINS, R.H. Pequena História da Lingüística. Rio de Janeiro : Ao Livro Técnico,1997.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Lingüística Geral. São Paulo : Cultrix, 1994.
DIALETOLOGIA da ilha confunde os turistas. Folha de S. Paulo, 27/09/99, Caderno Turismo, p. 8, 1999.

Fonte: http://www.filologia.org.br/anais/anais%20iv/civ12_5.htm

Dialeto

Um dialeto (AO 1945: dialecto), do grego διάλεκτος, é a forma como uma língua é realizada numa região específica. Cientificamente este conceito é conhecido por "variação diatópica", "variedade geolinguística" ou "variedade dialetal".
Uma língua divide-se em inúmeras variedades dialetais. Desde as mais abrangentes (e. g. português europeu e português brasileiro) até às sub-variedades mais específicas. Por exemplo:
O grupo dialetal transmontano-alto-minhoto, que se inclui nos dialetos portugueses setentrionais.
O grupo dialetal gaúcho, que se inclui no grupo dialetal do sul do Brasil.
Os critérios que levam a que um conjunto de dialetos seja considerado uma língua autónoma e não uma variedade de outra língua são complexos e frequentemente subvertidos por motivos políticos. A Linguística considera os seguintes critérios para determinar que um conjunto de dialetos fazem parte de uma língua:
Critério da compreensão mútua. Se duas comunidades conseguem facilmente compreender-se ao usarem o seu sistema linguístico, então, elas falam a mesma língua.
Critério da existência de um corpus lingüístico comum. Se entre duas comunidades existe um conjunto de obras literárias que são consideradas património/ patrimônio usado por ambas (sem que haja necessidade de tradução), então elas falam a mesma língua.
Um dialeto, para ser considerado como tal, tem de ser falado por uma comunidade regional. As características da língua que não são específicas de um grupo regional são consideradas socioletos (variedades próprias de diferentes grupos sociais, etários ou profissionais) ou idioletos (variedades próprias de cada indivíduo).
As regiões dialetais são estabelecidas por linhas de fronteira virtuais a que se dá o nome de isoglossas.

Norma e norma padrão

Todos os dialetos (sem exceção) têm uma norma. Essa norma é o conjunto de regras que garantem a unidade do dialeto, limitando a variação e a evolução linguística na comunidade. Quando uma língua se institucionaliza, através da criação de instrumentos normativos como a gramática normativa e a ortografia, tende a escolher um dos seus dialetos como norma padrão. Por exemplo, a norma padrão para a língua castelhana é, atualmente, a norma do dialeto de Madrid.
É importante sublinhar que a escolha da norma padrão é algo de puramente político e que, geralmente, está relacionado com a localização das capitais políticas, culturais ou económicas dos países. Assim, não existem dialetos melhores ou piores do que outros. É tão legítimo dizer-se bint (para "20"), à moda da cidade do Porto, como vintchi, à moda do Rio de Janeiro.
Por vezes, os critérios políticos que interferem na língua podem estar muito distantes dos critérios científicos. Há países, em que autênticas línguas são consideradas apenas dialetos da língua oficial, quando, na realidade, não o são de todo. Não é preciso ir muito longe. Até ao Séc. XX a língua galega foi considerada um dialeto da língua castelhana. Na realidade, a Linguística provou, ao longo do Séc. XX, que o galego é uma variedade dialetal do português. De um ponto de vista legal, o galego é considerado uma língua autónoma. De um ponto de vista científico, ela é estudada nas universidades como um dialeto do português.
Outro exemplo semelhante é o do mirandês. Vista até há poucos anos como um dialeto do português, provou-se que se trata de um dialeto da Língua leonesa, língua considerada morta, do grupo astur-leonês (ver página da língua leonesa na wikipédia asturiana).

A norma padrão da língua portuguesa

Tentativa de mapeamento de dialetos da língua portuguesa no Brasil.A língua portuguesa usou como norma padrão, a partir do Século XIV, os dialetos falados entre Coimbra e Lisboa, com especial relevo para este último. No Brasil, a norma padrão evoluiu do dialeto de Lisboa para o do Rio de Janeiro (com a fuga da corte para o Brasil em 1808) e, desde então, para uma influência partilhada pelas variedades em uso nas maiores cidades do país[1].
O Acordo Ortográfico de 1990 representa, do ponto de vista da linguística política, um processo inédito a nível das grandes línguas mundiais. Pela primeira vez, a ortografia de uma língua é discutida globalmente pelos diversos países que a usam e não imposta por uma das partes. Em vez de se basear na norma de um dos dialetos da língua, este acordo ortográfico vai ao encontro de diversos dialetos, tentando encontrar um compromisso entre eles.

Mitos sem fundamento científico

É comum circularem algumas ideias sobre dialetologia que são erradas e sem fundamento.

"Um dialeto é uma língua menor"
Um dialeto não é uma língua, é uma variedade de uma língua. Por outro lado, qualquer língua, por menos prestígio que tenha, não deixa de ser língua e não passa a ser dialeto só por isso. Línguas como o tétum (de Timor-Leste) ou o potiguara (do Brasil) não são dialetos do português, mas línguas tão dignas como qualquer outra e que, sendo minoritárias, merecem ser protegidas e estudadas.
"O português de Coimbra é a língua portuguesa e em Minas Gerais fala-se um dialeto ou corruptela"
O dialeto falado em Coimbra é tão correto como o dialeto mineiro e vice-versa, são apenas maneiras diferentes de realizar a mesma língua. Não há nenhum critério científico que valide a superioridade de uma variedade em relação a outra. Assim, qualquer produção linguística de qualquer falante insere-se sempre numa variedade dialetal, não existindo qualquer região em que se possa dizer que, nela, se fala a verdadeira língua e não um dialeto.
"O Crioulo cabo-verdiano é um dialeto do português"
O crioulo cabo-verdiano é uma língua e não um dialeto. Tem base lexical na língua portuguesa, mas é diferente e tem os seus próprios dialetos. O mesmo se aplica a qualquer outro crioulo.
"Um dialeto é um linguajar sem regras"
Não existe nenhum dialeto sem a sua norma. Qualquer dialeto tem as suas regras gramaticais, fonológicas, morfológicas, sintáticas, semânticas e lexicais. Qualquer falante de um dialeto conhece todas as suas regras intuitivamente (Gramática implícita).
"A diferença entre dialeto e sotaque é que nos sotaques os falantes se entendem, enquanto nos dialetos não se entendem"
De acordo com a definição do dicionário Houaiss, um dialeto é qualquer variação regional de um idioma que não chegue a comprometer a inteligibilidade mútua entre o falante da língua principal com o falante do dialeto. As marcas linguísticas dos dialetos podem ser de natureza semântico-lexical, morfossintática ou fonético-morfológica.
Sotaque é um conceito de uso popular, que em termos científicos nem existe, e que costuma designar apenas uma mudança na entonação da palavra, ou a pronúncia imperfeita de alguns fonemas realizada por um estrangeiro. Dessa forma, os dialetos do português falados no Brasil, tal como os falados em Portugal, ou os ingleses nos Estados Unidos ou no Reino Unido, são verdadeiros dialetos, enquanto os chamados dialetos de países como a China são na realidade idiomas distintos, uma vez que nem sempre há inteligibilidade mútua. Apenas carecem de estatuto oficial.

Referências

Cunha, Celso e Cintra, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 12.ª edição. Lisboa. Edições João Sá da Costa. 1996. ISBN 972-9230-00-5
Cintra, Luís Filipe Lindley. Estudos de Dialectologia Portuguesa. 2.ª edição. Lisboa. Livraria Sá da Costa Editora. 1995. ISBN 972-562-327-4
Teyssier, Paul. História da língua portuguesa. 6.ª edição. Lisboa. Livraria Sá da Costa Editora. 1994. ISBN 972-562-129-8
Referências citadas1.↑ *Paul Teyssier. História da língua portuguesa. 6.ª edição. Lisboa. Livraria Sá da Costa Editora. 1994. ISBN 972-562-129-8

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fornecer informações regularmente



Um xadrez de receitas.

Agency of the chain outdoors



Agency of the chain outdoors é uma empresa criada em uma cadeia ao ar livre em um lugar inusitado e com péssimas condições em uma cidade do interior do estado de Minas Gerais, Brasil. A empresa foi criada com a sua estrutura física do lixo, reunião diária com grandes empresários à distância. Os empreendimentos são feitos em uma cadeia ao ar livre com comunicação inusitada e à distância.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Valsa

Conceito de Valsa

A Valsa é um tipo de dança de pares, com origem germânica e cuja música é escrita em compasso ternário, a qual se tornou muito popular a partir do século XVIII. A sua designação em alemão é Waltzer, palavra derivado do verbo waltzen e cujo significado literal é "dar voltas", principal característica desta dança. Apesar das raízes populares, a valsa foi gradualmente penetrando nas classes médias, chegando mesmo a tornar-se na expressão máxima de elegância em todos os salões a nível mundial. Na Áustria chegou mesmo a tornar-se num dos seus símbolos. A sua longuíssima tradição, que perdura até aos dias de hoje deve-se em grande parte à sua capacidade de adaptar-se a diferentes estilos e exigências dos compositores.

Evolução Histórica da Valsa

As origens da Valsa encontram-se nas danças populares realizadas no sul da Alemanha e Áustria. No seu início, a valsa apresentava características muito idênticas ao ländler mas com o tempo a valsa evoluiu para uma maior tratamento musical e social enquanto o ländler manteve o seu carácter mais popular. Apesar da sua evolução no sentido de uma cada vez maior sofisticação (incluindo o pequeno escândalo provocado pela transgressão da distância física aceitável quando se dançava), a valsa manteve sempre a sua característica essencial: a dança com o par abraçado dançando continuamente ao som da música.
Apesar da grande popularidade que a valsa já possuía a partir de meados do século XVIII, foi no início do século XIX que este género adquiriu o seu grande impulso. É nesta altura que a valsa evolui para a sua forma definitiva e que se caracteriza por uma série de períodos de oito compassos repetidos, precedidos por uma introdução e concluídos com uma coda.
Viena foi sem dúvida a grande capital da valsa, facto a que não será alheio o papel de diversos músicos e compositores de orquestras de baile, entre os quais Joseph Lanner e os diversos compositores da célebre família Strauss (nomeadamente Johann Strauss, o seu pai, Johann Strauss e o irmão Pepi (Josef) Strauss). Além destes, muitos outros compositores se interessaram pelas valsas, merecendo referência os casos de Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Fréderic Chopin, Franz Liszt e ainda Johannes Brahms.
Já no século XX, a valsa mantém a sua popularidade, continuando a ser utilizada como parte de obras completas como em suites e óperas, ou como peças independentes. Alguns exemplos são os casos das valsas incluídas nos bailados de Tchaikovsky ou nas óperas de Richard Strauss. Outros compositores deste período com importantes contributos para este género musical são os casos de Satie, Debussy, Ravel, Jean Sibelius e ainda Dimitri Shostakovich.

Fonte: http://www.knoow.net/arteseletras/musica/valsa.htm

Pessoa com personalidade dupla e as dificuldades no relacionamento social

Da mesma forma que outros transtornos dissociativos, o transtorno dissociativo de identidade ou a dupla personalidade pode trazer prejuízos graves ou incapacitação de funções cognitivas e perceptivas para a pessoa.
No entanto, algumas pessoas com Transtornos Dissociativos e com dupla personalidade conseguem relações sociais consistentes e até mesmo empregos altamente com alta responsabilidade, contribuindo para a sociedade em uma variedade de profissões, como por exemplo, nas artes, no serviço público, empresas, etc.
Essas pessoas conseguem manter e assegurar seus contatos sociais parecendo a funcionar normalmente, interagindo com colegas, vizinhos e outras pessoas.
Existe uma grande quantidade de sobreposição de sintomas e de experiências entre os diversos Transtornos Dissociativos, incluindo o transtorno dissociativo de identidade.
É verdade é que as pessoas têm múltiplas personalidades?
A resposta a essa pergunta é Sim e não.
Uma das razões para a decisão da comunidade psiquiátrica para mudar o nome do transtorno de múltipla personalidade para transtorno dissociativo de identidade é que “múltiplas personalidades” é um termo que transmite uma visão um pouco enganadora.
Uma pessoa diagnosticada com transtorno dissociativo de identidade sente como se ela tem dentro de si duas ou mais entidades, ou de estados de personalidade, cada um com sua própria forma independente de se relacionar, de se perceber, de pensar e de lembrar sobre si mesma e de sua vida.
Se duas ou mais destas entidades assumem o controle do comportamento da pessoa em um determinado momento, um diagnóstico de transtorno dissociativo de identidade pode ser feito.
Estas entidades já foram muitas vezes chamadas de “dupla personalidade”, embora o termo não reflita exatamente a definição comum da palavra como o total do nosso aspecto psicológico.
Outros termos freqüentemente utilizados por terapeutas e psiquiatras para descrever essas entidades são as seguintes: “personalidade suplente”, “Alters”, “parte subliminar”, “estados de consciência alterados”, “ego afirmativo,” e “identidade superior ou inferior”.
É importante manter em mente que, embora estes estados suplentes possam coexistir, eles parecem ser muito diferentes entre si, porém todas estas manifestações estão inseridas numa mesma pessoa que sofre desse transtorno.

Fonte: http://www.psicologiananet.com.br/pessoa-com-dupla-personalidade-e-as-dificuldades-no-relacionamento-social/991/

Independente do seu trabalho, o que importa é o seu trabalho honesto.



As condições favoráveis para o trabalho na sociedade dos dias de hoje são maiores quando comprada ao passado. As dificuldades de emprego para quem já foi presa ou liberdade condicional existem de fato.

A arte de interpretar

“Aventuras na cidade”.



Partilhando as experiências mundialmente. Casas de abrigos e estabelecimentos reformulados na cidade aventureira para ações culturais com identidade preservada com respaldo policial e médico.

"Memórias do Cárcere".



Um ambiente confinado. Dossiê! “No entanto, um dossiê não está, necessariamente, relacionado com política. Indo direto à definição do termo, dossiê é uma coleção de documentos relativos a um processo, a um indivíduo e, por extensão, a qualquer assunto”.



“Brega e Chique”.

Um xadrez de propaganda, um xadrez de evento musical. Um xadrez de convidados, participantes e assunto abordado.

domingo, 24 de julho de 2011

Particularidade daquilo que gostamos e não gostamos em diversas coisas.



Os graus de interesse pelas pessoas que convivemos ou estudamos faz com percebemos o que gosta e não gosta dentro do contexto de vida de cada um.

Um xadrez de coreografia, dança, música, indumentária, jeito do cabelo.



Uma dança, uma coreografia dentro de um contexto real e que expressa uma comunicação diferente.

Cultura popular



Partindo de uma acepção de cultura no sentido mais amplo possível - ou seja, cultura não só como o produto ou construção cultural, mas também as relações e as diversas maneiras de pensar realidade – chegaremos a uma primeira conclusão inequívoca: toda cultura é , por definição, popular.
Expliquemos melhor. Popular, segundo o Aurélio, guarda cinco possíveis variantes, sem que , entretanto, nenhuma delas lhe esgote o conteúdo em definitivo. Vejamos:
Popular
1- Do, ou próprio do povo;
2- Feito para o povo
3- Agradável ao povo, que tem as simpatias dele;
4- Democrático;
5- Vulgar, trivial, ordinário, plebeu.
Infere-se que o adjetivo popular, quando adotado em parceria com

o vocábulo cultura restringe, aparentemente, o teor desta, toldando-lhe a própria abordagem conceitual. Em outras palavras, podemos situar cultura popular apenas como uma cultura relacionada ao povo. A palavra povo , por sua vez, possui diversas implicações ideológicas. Pode-se compreender povo como nação e até mesmo ,como querem alguns, como sinônimo de plebe ou simplesmente multidão.
Ora, o mais usual, quando nos dirigimos à expressão cultura popular, é um olhar tencionando desprestigia-la, isto é, torná-la mais próxima de cultura proveniente das classes menos favorecidas ( não que estas sejam desmerecedoras, apenas não é o caso ).
Essa observação, porém, é uma das muitas falácias próprias ao terreno movediço de quem lida com arte no seu cotidiano. Separar uma cultura popular de uma lendária cultura de elite é seccionar algo naturalmente atomizado.
Não existe cultura impopular, ou pertencente a uma única casta ou estamento. Por mais que se equipare o termo popular ao seu viés plebeu ou vulgar, não subsiste cultura sem adesão de uma parcela significativa do meio social. Isto porque o próprio pensar é impregnado de fatores e substâncias histórico-sociais, as quais operam na formação cultural e implicam aceitação tácita de costumes e valores que permeiam as populações politicamente organizadas .
Há, em qualquer criação cultural, algo de subjacente que lhe delineia as formas e lhe estabelece “limites”.O ato de criação cultural, por conseguinte, não está livre de intercâmbios e trocas, pois não se isola o criador de influências externas. O todo se sobrepõe à parte.
Assim, a cultura pode tomar esta ou aquela direção , mas sempre deverá seu respaldo a uma fatia indefinida do todo social pois terá sempre origem nos “ andrajos ” sociológicos de um povo.
A cultura popular , em verdade, mistura-se com a própria noção inesgotável de identidade nacional.
O teatro, por exemplo, dentro da atual conjuntura brasileira, encontra-se cada vez menos acessível a maioria da população. Podemos dizer que trata-se de cultura menos popular por este motivo?
Não, se entendermos o povo como os entes nacionais e a cultura como algo diverso do seu veículo.
A cultura sempre privilegia a democracia, pode-se configurar uma nação a partir dos vínculos culturais que untam os diversos segmentos de sua pirâmide social. Os veículos, não obstante, podem ser mais ou menos populares, de acordo com a dimensão que atingem em relação ao meio populacional.
Um objeto de arte, em si mesmo, como produto cultural, tanto pode servir a esta ou aquela camada da população. Se exposto graciosamente, temos uma repercussão. Se em exposição num museu, posto que se cobre um ingresso, temos uma menor acessibilidade. Mudou o veículo, o intermediário. Porém, não se perde , na alteração de um veículo para um outro, a sua essência popular. Afinal, ocorreu a intenção de se exteriorizar uma idéia ou conteúdo ideológico, determinado por uma demanda difusa, independentemente do alcance.
Quando se pensa cultura, não se pensa em se formular algo inatingível pois do contrário não há veículo disponível. Os veículos, entendidos como os meios ou instrumentos adequados ao livre trânsito cultural, são nutridos a partir de um planejamento segmentado. Podem portanto, se dar ao luxo de serem mais ou menos populares, ou até elitizados.
A cultura, por seu turno, traduz sempre algo que conecta criador e criatura. Logo, um poeta escreve um verso assim como um legislador formula uma lei. No intuito de exteriorizar, verbalizar, desenhar traços culturais, cujo matiz ideológico pode se aproximar mais deste ou daquele segmento pensante do todo social. Sem nunca , entretanto, despojar-se completamente de vínculos viscerais de afinidade com o aglomerado populacional no qual ( ou para o qual ) é forjado. Apenas para frisar, em cultura, há sempre o braço do grupo social maior orientando as mãos do criador.
O principal veículo de um escritor, por exemplo, é a palavra. A linguagem portanto determina se aquele conteúdo vai ser mais ou menos difundido, mas uma vez concebido em determinado idioma, por um autor desta ou daquela nacionalidade, o texto se incorpora definitivamente ao patrimônio cultural daquele conjunto de cidadãos.
Logo, chegamos a duas conclusões basilares. Um estado para fomentar, de modo positivo, a sua veia artística popular, não há de se preocupar com a criação em si, mas primeiramente com os veículos através dos quais esta ou aquela manifestação é absorvida. Assim, a cultura gerada no seio deste ou daquele estamento deverá atingir os recantos mais impensáveis, culturalmente falando, desde que se abra atalhos e fendas por onde esta possa trilhar com segurança. Daí, a importância de estruturação e regulação de veículos, para que todos eles assumam a sua postura participativa e o seu comprometimento com a divulgação cultural abrangente.
Por outro lado, o pleonasmo cultura popular nos serve de anteparo no caminho de uma cultura mais resguardada de influências vis e de dominação. Auxilia-nos nas veredas sinuosas de um mosaico cultural inerte ou não engajado. E por fim, desperta a consciência dos artistas, políticos, líderes e formadores de opinião para aquilo que é o próprio sustentáculo de uma nação: a sua diversidade cultural.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/cultura-popular

Aprender a equilibrar as preocupações da vida!



Entregando as preocupações a Deus e fazendo a nossa parte!

sábado, 23 de julho de 2011

Existem coisas que o dinheiro não compra!



Desde muito cedo o dinheiro começou a fazer parte da vida humana. Sua existência está ligada às mudanças ocorridas na sociedade; boxe sobre moedas brasileiras.
O dinheiro parece tão indispensável que não há quem ache ter demais. Na sua milenar trajetória, vale também como medida das mudanças nas sociedades humanas.

Muitos nomes, pouco valor

São 2,3 bilhões de cédulas e 1,2 bilhão de moedas. Essa foi a produção apenas deste ano da Casa da Moeda do Brasil, a maior fábrica de dinheiro da América Latina, responsável não apenas pelos desvalorizados cruzados novos como também por uma parte das notas em circulação no Equador. Toda a dinheirama brasileira tem um padrão comum: as moedas são muito simples, finas, de aço inoxidável. As notas, que exibem brasileiros ilustres como Machado de Assis, Portinari, Carlos Chagas, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, têm cinco valores diferentes. O valor, naturalmente, vai depender da economia do país - e essa é outra história.
Desde o período colonial, com efeito, o Brasil teve 37 tipos diferentes de dinheiro, sempre em função da inflação. As oficinas monetárias, que funcionaram em Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Vila Rica, criaram o real, que ficou conhecido no início do século XX como mil-réis. Dobrões, patacas, vinténs, cruzados e tostões são algumas das variações dessa moeda que sempre perdeu a corrida para a alta dos preços. No passado, a emissão sem controle de dinheiro por bancos diferentes muitas vezes inundou o país de moedas sem lastro, causando sérias crises.
Centralizar a emissão de dinheiro foi algo que só ocorreu um 1964, com a criação do Banco Central. Mas, com a economia desorganizada, o cruzeiro, instituído em 1942, deu lugar em 1967 ao cruzeiro novo. Um milhão passou a valer mil e mil passou a valer um. A história se repetiria: com o tempo o cruzeiro deixou de ser novo e foi adquirindo um número cada vez maior de zeros, até que em fevereiro de 1986 tornou-se cruzado (três zeros a menos) e cruzado novo (menos três) no início deste ano. No andar da carruagem, o Brasil chegará à década de 90 já com outro dinheiro.

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111867.shtml

Antiguidades



Conceito de antiguidade

Na definição clássica, uma antiguidade é um bem com mais de 100 anos. Neste universo, esculturas e cerâmicas orientais com 2000 anos convivem com porcelanas da China da época das Descobertas e com quadros do final do século XIX. Contudo, o conceito de antiguidade, reflectindo também as tendências do mercado, tornou-se mais amplo e incorpora hoje parte do século XX. Peças Art Deco, das décadas de 20 e 30, e objectos que marcaram o design, entre 1950 e 1960, entraram neste mundo. Além da época a que pertence, o que define uma antiguidade é a qualidade intrínseca do objecto, a sua raridade e o seu interesse histórico-cultural. É importante não confundir antiguidades com velharias, um vez que estas últimas têm pouco valor no mercado.

Da arte à ciência
Qualquer objecto que testemunhe uma criação artística pode figurar na lista de antiguidades e todas elas podem constituir peças de valor.
• Pintura, escultura e arte sacra
• Mobiliário, tapeçarias e azulejos
• Faianças, porcelanas, pratas, marfins e jóias
• Livros, gravuras, mapas, moedas, selos, armas, condecorações e medalhas
• Instrumentos científicos, instrumentos musicais e brinquedos


Top de vendas nacional
• Porcelana da China - Companhia das Índias
• Mobiliário do século XVIII, em pau-santo
• Objectos indo-portugueses, luso-japoneses, afro-portugueses e namban
• Faiança portuguesa dos séculos XVII e XVIII
• Pratas e jóias dos séculos XVII e XVIII
• Pintura do final do século XIX

Fonte: http://www.maximainteriores.xl.pt/0808/especial/200.shtml

"Respeito é ter conceito, e não Ibope".



O Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) faz parte de resultado de trabalho.
"Seja para a abertura ou expansão de um negócio, a primeira providência que um empreendedor deve tomar é desenvolver uma análise mercadológica. A pesquisa de mercado é a ferramenta certa para suprir a necessidade de desenvolver estratégias para valorizar marcas, conhecer melhor os consumidores, identificar a estrutura da concorrência, enfim, obter informações que possam orientar não só a formulação de um plano de marketing, como a tomada de decisões mais cotidianas".
"A pesquisa de mercado é a melhor e mais confiável ferramenta para obtenção de informações representativas sobre determinado público-alvo. Além de permitir o teste de novas hipóteses, conceitos ou produtos, a pesquisa de mercado auxilia na identificação de problemas e oportunidades e ajuda a traçar perfis de consumidores e mercados".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os dias não são iguais!



Podemos ter a mesma rotina de trabalho que pode parecer ser igual os dias e não é, por exemplo, “alguns dias são mais difíceis que outros”, a vida não é fácil, todos os dias nós temos as nossas “lutas”, por isto agradecer a Deus todos os dias pela vida e viver de forma coerente com esta gratidão.

Contra ou a favor!

Dentro de várias temáticas sempre teremos os que são contrários e os favoráveis, as porcentagens se diferenciam de acordo com quem expõe suas idéias e o tema abordado.
A unanimidade existe no contra ou a favor, mas em raros casos.

Um lugar em isolamento



O isolamento em um lugar com a apresentação de ações culturais com identidade preservada e em investigação.
A população deste lugar pode ter opiniões diversas, talvez possam gostar pelos benefícios que podem ter o lugar ou apresentar dificuldades diversas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um xadrez de questões, perguntas, respostas e idéias.



Um xadrez de apresentações, um xadrez de personagens, um xadrez de conteúdo da história, um xadrez de combinações e ações. Deus é o Senhor do xadrez.

“Misteriosa experiência”.

"Em cada nova etapa de sua travessia, a humanidade faz suas travessuras".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O ser humano e a máquina!



Com o avanço da tecnologia a acessibilidade a diversos aparelhos tecnológicos, tais como: computador, TV, celular, robôs, dentre outros equipamentos cada vez mais sofisticados que tende ocupar o espaço e o tempo da vida de muitos que poderia ser utilizado com a convivência social.
Nos dias de hoje a convivência com pessoas ficaram mais difíceis, muitas vezes as pessoas preferem estar na companhia de um robô, um equipamento tecnológico que pode ser controlado de forma bem usada, ou que pode oferecer programações, conhecimento que se torna prazeroso e acaba preenchendo o tempo.
Seria melhor conviver com recursos tecnológicos ou com pessoas com suas limitações que muitas vezes não conhecemos tanto e pode nos causar decepções diversas?
É mais fácil conviver com um aparelho/equipamento tecnológico do que pessoas. Conviver com pessoas não é fácil, os conflitos sempre existiram nos relacionamentos sociais. Temos que levar em conta uma série de fatores, como personalidade, caráter e o contexto de vida de cada um.
Muitos têm optado por conviver com recursos tecnológicos, por motivos diversos: trabalho, gostar, vício, por necessidades diversas e dedica pouco tempo ou quase nada a convivência social com relacionamentos restritos.
Porém, outras classes de pessoas optam por ter uma vida social agitada e dedicando bastante tempo à convivência social, com muitos relacionamentos sociais com diversos tipos de pessoas.
O que seria correto neste caso? Se formos analisar a sociedade como um todo nós teremos muitas discrepâncias, riqueza extrema, pobreza extrema, seria difícil falar sobre isto com precisão. Equilibrar a convivência social com recurso tecnológico seria o interessante para quem tem oportunidade de ter tais convivências.
Existem classes de pessoas que não tem acesso a nenhum recurso tecnológico, não dedicando tempo a isto. Outros são banidos, excluídos da sociedade, outros com muita acessibilidade a alta tecnologia.
Penso que Deus criou o homem e a mulher, permitiu que houvesse a procriação e formou-se a humanidade. As histórias Bíblicas relatam à convivência social e inclusive a de Cristo, embora não tenha relatos dos inventos tecnológicos que existe na atualidade, pelo próprio desenrolar da história e o desenvolvimento do ser humano e da história humana.
Em suma o ser humano na sua essência tem necessidade de conviver com pessoas. Deus não nos criou para vivermos sós, conviver com outros faz parte de uma vida saudável. Procurar o equilíbrio dos fatos mencionados acima depende de uma série de fatores, tentar conviver bem com os recursos que temos e com as pessoas que nos rodeiam é a alternativa correta, buscando melhorias continuas de acordo com o contexto de cada um.

Casa da Noela!

Dialogando com você mesma, dialogando com Deus, dialogando com mundo melhor. “O preço da justiça é a eterna vigilância”.

terça-feira, 19 de julho de 2011

“A arte constitui o mediador cultural, desenvolvendo ao mundo uma visão/versão/invenção da realidade”.

Reaprender, recordar, relembrar, repensar e retroceder.

Uma prisão domiciliar ao vivo



“Ser ou não ser. Eis a questão”. Deus conhece todos os seres humanos.

Depressão

A depressão maior

A “depressão maior” é caracterizada por humor deprimido (tristeza intensa), ansiedade,
desmotivação, baixa auto-estima, isolamento social, sono alterado, apetite alterado (diminuído ou aumentado), fadiga excessiva, libido alterada (prazer sexual diminuído), idéias de suicídio, déficit de concentração etc. Ela incide em pessoas de todos os níveis socioeconômico-culturais.
Muitos pacientes com “depressão maior” têm antes da crise depressiva uma personalidade afetivamente rica, são alegres, ativas, sociáveis. Contudo, por diversas causas, essas pessoas penetram no solo da depressão. As razões que levam uma pessoa extrovertida e sociável ao drama da depressão maior são múltiplas. Vão desde uma influência genética às causas psicossociais, como perdas, frustrações, limitações físicas, pensamentos de conteúdo negativo, ruminação de pensamentos passados, antecipação de situações futuras.
Não basta ter um humor profundamente triste ou deprimido para se caracterizar uma depressão. Tal humor tem de ter uma durabilidade de no mínimo alguns dias ou semanas, embora haja casos de meses e anos. Além disso, ele tem de estar acompanhado por diversos sintomas já citados, principalmente alteração dos sistemas instintivos que preservam a vida (o sono, o apetite e a libido), fadiga excessiva, ansiedade e a desmotivação.

A depressão distímica

A “depressão distímica” é aquela que acompanha o processo de formação da personalidade. Os pacientes com depressão distímica, ao contrário daqueles com “depressão maior”, que previamente são alegres e sociáveis, desenvolvem uma personalidade negativista, crítica, insatisfeita, isolada. Os sintomas são os mesmos da “depressão maior”, mas menos intensos. A ansiedade é mais branda e, portanto, o risco de suicídio é menor, a não ser que elas intensifiquem a crise depressiva e comecem a desenvolver sintomas tão eloqüentes como na “depressão maior”.
É difícil conviver com as pessoas com “depressão distímica”, devido ao negativismo, insatisfação, baixíssima auto-estima e a enorme dificuldade que têm de elogiar as pessoas e os eventos que a circundam. Só conseguem enxergar sua própria dor. Contudo, são assim não porque querem, mas porque estão doentes. Elas precisam ser compreendidas e ajudadas.
Embora os sintomas sejam menos intensos que os da “depressão maior”, é mais difícil tratá-los, devido à desesperança que esses pacientes carregam, à baixa colaboração no tratamento e à dificuldade que sempre tiveram de extrair o prazer dos pequenos detalhes da vida. Todavia, é possível que tais pessoas dêem um salto no prazer de viver.

A depressão ciclotímica

A “depressão ciclotímica” é um transtorno emocional flutuante. Alterna períodos ou fases de depressão com euforia. Cada fase pode durar dias ou semanas e pode haver intervalos entre eles sem crises. Na fase de depressão, os sintomas são semelhantes aos que já citei. Na fase eufórica, ocorrem sintomas opostos aos da fase depressiva, como: excesso de sociabilidade, de ânimo, de comunicação, de auto-estima. Nessa fase, as pessoas se sentem poderosas e tão excessivamente animadas e otimistas que compram tudo o que está à sua frente e fazem grandes projetos sem alicerces para materializá-los.
Os pacientes que possuem psicose maníaca-depressiva (PMD) também têm pólos depressivos associados com pólos maníacos (eufóricos), mas perdem os parâmetros da realidade quando estão na crise de mania, enquanto que os que estão na fase eufórica da depressão ciclotímica conservam seu raciocínio e sua consciência, havendo ainda integração à realidade, embora com comportamentos histriônicos, bizarros. É fácil condenar e taxar as pessoas com humor excessivamente flutuantes de imaturas e irresponsáveis. Todavia, elas não precisam de críticas ou julgamentos, mas de apoio,
compreensão e ajuda.

Os transtornos obsessivos compulsivos (TOC) são caracterizados por idéias fixas não administradas pelo eu. O fenômeno do autofluxo, que é o responsável por produzir o fluxo de pensamentos e emoções no campo de energia psíquica, faz uma leitura contínua de determinados territórios da memória, gerando uma hiperprodução de idéias fixas*. Tais idéias podem gerar um grande estado de angústia, principalmente quando estão ligadas ao câncer, infarto, derrame cerebral, acidentes, perda financeira e
preocupações excessivas com segurança, higiene e limpeza. As pessoas com TOC não conseguem gerenciar as idéias obsessivas. Pensam o que não querem pensar e sentem o que não querem sentir.
Algumas vezes os transtornos obsessivos imprimem tantos sofrimentos que podem desencadear uma doença depressiva.


A diferença entre uma doença depressiva e uma reação depressiva não está ligada freqüentemente à quantidade nem à intensidade dos sintomas, mas principalmente à durabilidade deles.
Uma reação depressiva é momentânea, dura horas ou no máximo alguns dias. Dura enquanto está presente o estímulo estressante ou enquanto não se psicoadapta a ele. Os estímulos podem ser uma ofensa, uma humilhação pública, a perda de emprego, uma separação conjugal, um acidente, uma doença. Com a psicoadaptação ou remoção destes estímulos, ocorre uma desaceleração dos pensamentos e reorganização da energia emocional e, com isso, retorna o prazer de viver.
Se os sintomas de uma reação depressiva perduram por mais tempo, então se instala uma doença depressiva, que chamo de depressão reacional. Esta durará uma semana, duas ou muito mais tempo, dependendo do sucesso do tratamento.


O fenômeno RAM (Registro Automático da Memória) registra na memória todas as experiências que transitam no palco de nossas mentes. Num computador, escolhemos as informações que queremos registrar; na memória humana não há essa opção. Por que não temos essa opção? Porque se a tivéssemos poderíamos ter a chance de produzir um suicídio da inteligência. Seria possível, numa crise emocional, destruirmos os arquivos da memória que financiam a construção de pensamentos. Neste caso, perderíamos a consciência de quem somos e onde estamos. E, assim, o tudo e o nada seriam a mesma
coisa, inexistiríamos como seres pensantes*.
Tudo o que pensamos e sentimos é registrado automática e involuntariamente pelo fenômeno RAM.
Este fenômeno tem mais afinidade com as experiências que têm mais “volume” emocional, ou seja, registra-as de maneira mais privilegiada. Por isso, “recordamos” com mais facilidade as experiências que nos deram mais tristezas ou alegrias.
Em uma pessoa que não tem proteção emocional, as experiências produzidas pelos estímulos estressantes, por serem mais angustiantes, são registradas de maneira privilegiada na memória, ficando,
portanto, mais disponíveis para serem lidas. Uma vez lidas, geram novas cadeias de pensamentos negativos e novas emoções tensas. Assim, fecha-se o ciclo psicodinâmico que gera determinados transtornos psíquicos, inclusive o TOC.
Cuidamos da higiene bucal, do barulho do carro, do vazamento de água, mas não cuidamos da qualidade de pensamentos e emoções que transitam em nossas mentes. Estes, uma vez arquivados, nunca mais podem ser deletados, somente reescritos. Por isso, o tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico não é cirúrgico, mas um lento processo. Logo, também é difícil, mas não impossível, mudar as características de nossas personalidades.

A depressão dos pensadores


Muitos homens ilustres tiveram depressão ao longo de suas vidas. Freud teve crises depressivas.
Certa vez, em uma das suas correspondências com seus amigos, ele disse que estava muito deprimido e que a vida havia perdido o sentido para ele. O turbilhão de idéias que transitavam pela sua mente, os pensamentos negativos sobre a existência, o peso das perdas e outros fatores culminaram por deixá-lo deprimido numa fase posterior. A cultura psicanalítica não livrou este pensador de sua miséria interior.
Hebert Spencer, um grande pensador inglês do século XIX, comentou certa vez que não valia a pena viver a vida. Durant, historiador da filosofia, procurou defendê-lo*. Comentou que Spencer “enxergava tão longe que as coisas que se passavam debaixo do seu nariz não tinham sentido para ele”. A defesa que Durant faz de Spencer é muito incompleta. Não é pelo fato de ter sido um grande pensador que Spencer perdeu o solo do prazer, mas, entre causas interiores, deve-se ressaltar que ele desenvolveu o mundo das idéias, mas desprezou, pouco a pouco, a arte da contemplação do belo dos pequenos detalhes da vida.
De fato, não poucos pensadores viveram uma vida angustiante. Eles caminharam no mundo das idéias, mas não aprenderam a navegar no mundo da emoção. Assim, perderam o sentido da vida, o prazer de viver.
Esses homens foram frágeis? É difícil julgar o outro sem se colocar no lugar dele e penetrar na colcha de retalhos da sua vida. Todos nós temos as nossas fragilidades e passamos por avenidas difíceis de transitar. A vida humana possui perdas imprevisíveis e variáveis, difíceis de se administrar...
Alguns dos pensadores se tornaram excelentes negativistas, tais como Voltaire, Schopenhauer, Nietzsche. Imergiram no torvelinho das idéias, mas descuidaram dos pequenos eventos que norteiam a vida. Não souberam irrigar suas emoções com os lírios dos campos sobre os quais o carpinteiro de Nazaré tão bem discursou para os seus discípulos.
Cristo discursou sobre os mistérios da existência como nenhum filósofo. A eternidade, a morte, a transcendência das dores, a transformação na natureza humana estavam constantemente na pauta das suas idéias. Apesar de ter um discurso intelectual complexo e ser drasticamente crítico da maquiagem social, da falta de solidariedade e do cárcere intelectual das pessoas, ele exalava singeleza e prazer.
Grandes pensadores perderam o sentido da vida ao desenvolver o mundo das idéias. Todavia, Cristo, apesar de ir tão longe no discurso dos pensamentos, ainda achava tempo para contemplar os lírios dos campos.
Temos de tomar cuidado com o paradoxo da cultura e da emoção: no território da emoção há iletrados que são ricos e intelectuais que são miseráveis. Não poucos deles se isolaram socialmente e deixaram de ser pessoas socialmente agradáveis. Não perceberam que um sorriso é tão importante como uma brilhante idéia. Não compreenderam que a cultura sem o prazer de viver é vazia e morta.

A depressão das pessoas famosas

O mundo das idéias desconectado da emoção retrai o prazer de viver, e a fama inadequadamente trabalhada é incompatível com a saúde emocional. Com o desenvolvimento da comunicação houve uma expansão excessiva e doentia do ser famoso. As crianças desde pequenas querem ser artistas de cinema, de TV, músicos. Todos querem ser famosos. Contudo, o mundo da fama tem abatido homens e mulheres.
Uma análise da personalidade das pessoas famosas evidencia que, no início, a fama produz um êxtase emocional, mas com o decorrer do tempo sofrem nos bastidores de suas mentes a ação do fenômeno da psicoadaptação, que faz com que elas pouco a pouco se entediem com o sucesso e a perda da privacidade, diminuindo, assim, o prazer com os aplausos e os assédios.
Para nós que pesquisamos a inteligência e o funcionamento da mente não existe a fama. Ela é um artifício social. Ninguém está acima dos outros ou é mais importante do que eles. É interessante notar que o mestre de Nazaré pensava exatamente desse modo. Tanto as pessoas famosas como aquelas que estão no anonimato possuem o status de ser humano. Portanto, são dignas do mesmo respeito, pois possuem os mesmos fenômenos inconscientes que lêem a memória e constroem as cadeias de pensamentos, a consciência e a totalidade da inteligência.
Apesar das particularidades contidas em nossas personalidades, por termos fenômenos universais que promovem o funcionamento da mente, temos também necessidades psíquicas e sociais universais.
As pessoas famosas, ainda que tenham conquistado um Oscar ou um Grammy, têm, tanto como o africano de Ruanda, castigado pela fome, necessidades de sonhar, dialogar, ter amigos, superar a solidão, refletir sobre a existência. Se tais necessidades não são atendidas, contrai-se a qualidade de vida emocional.
Schopenhauer, um ilustre filósofo alemão, disse certa vez que “a fama é uma tolice; a cabeça dos outros é um péssimo lugar para ser sede da verdadeira felicidade do homem”*. De fato, gravitar em torno dos outros e esperar o retorno deles para financiar nossa paz e felicidade é uma péssima escolha.
Dentro do homem deve estar a sua felicidade, e não dentro do que os outros pensam e falam dele. Schopenhauer, embora fosse amante do mundo das idéias, não viveu o que discursou, pois foi um amargo pessimista, não alcançando o prazer dentro de si mesmo. Todavia, Cristo vivia um prazer e uma paz que emanavam do seu interior. Suas mais ricas emoções eram estáveis porque não eram financiadas pelas circunstâncias sociais e nem pelas atitudes dos outros em relação a ele.
A fama e o sucesso tão divulgados pelos livros de auto-ajuda, ainda que legítimos, se não bem trabalhados se tornam um canteiro de angústia, isolamento e tédio. Nada é tão fugaz e instável quanto a fama.Cristo era extremamente assediado. Em alguns momentos queriam aclamá-lo como rei. Em outros, davam-lhe nada menos que o status de Deus. Mas a fama não o seduzia, por isso tinha mais prazer nos pequenos eventos da vida do que nos grandes acontecimentos sociais. Seus mais brilhantes pensamentos não foram proferidos em ambientes públicos, mas no aconchego simples de uma praia, de um jardim ou na casa dos seus amigos.

Fonte: Extraído do livro da Análise da Inteligência de Cristo.

A batalha por um mundo melhor!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Privilégio de ação cultural com identidade preservada em uma liberdade condicional.

Recursos utilizados em ações culturais diversas, podendo ser relacionado à indumentária, acessório, cenário e dentre outros, sinalizados em estabelecimentos comerciais, material de propaganda, publicidade.

Jesus o segredo da carta, carta de Cristo!



Existe uma expressão muito conhecida chamada “carta na manga”, “carta branca”, enfim muitas expressões interessantes que trazem um significado diferente a um contexto.
A carta de Cristo não é uma arma, mas um conhecimento da parte de Deus e com a aprovação de Deus. Jesus, o Magnata dos magnatas.

domingo, 17 de julho de 2011

"Cultura popular, cultura de elite e cultura de massa".



Cultura de massa é, em nossos dias, conceito dos mais amplos, abrangendo, muitas vezes, toda e qualquer manifestação de atividades ditas populares. Do carnaval ao rock and roll, do jeans à coca-cola, das novelas da televisão às revistas em quadrinhos, tudo, hoje, pode ser inserido no cômodo e amplo conceito de cultura de massa.
Todavia, muitos dos que assim utilizam tal conceito ver-se-íam em dificuldades se indagados acerca de sua real abrangência.
Antes, porém, de estudar o que vem a ser cultura de massa, cabe perguntar: o que é cultura? O que é massa?

Povo e Massa

O Papa Pio XII, em sua célebre Radiomensagem de Natal de 1944, distinguiu magistralmente os dois conceitos.
O povo, ensina o Pontífice, é formado por indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo, agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações .
A massa, ao contrário, não passa de um amálgama de indivíduos que não se movem, mas são movidos por paixões. A massa é sempre, e necessariamente, passiva. Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias não estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos que passam.
A massa é como a areia movida pelo vento, ou o rebanho nas mãos do pastor. Movem-na apenas veleidades: o dinheiro, a facilidade, o luxo, o prazer, o prestígio.
Como animais que temem desgarrar-se do rebanho, os indivíduos que compõem a massa jamais discordam da maioria. Pergunte a um jovem se conhece determinado cantor da moda, e ele terá imensa vergonha em confessar sua eventual ignorância. Em seguida, ele procurará conhecer tal cantor, decorar suas músicas (mesmo que na verdade não as aprecie), conhecer sua história. Somente então, sentir-se-á reconfortado, pois estará finalmente "como todo mundo".
A inserção na massa lhe impõe que se vista como os outros, que coma como os outros, que goste do que gostam os outros.
Ser, pensar, agir, estar sempre, obrigatoriamente, "como os outros" é amoldar-se inexoravelmente a esse implacável "deus" chamado "todo mundo". É renunciar à própria individualidade, trocando-a pelo amorfo e medíocre "eu coletivo" da multidão.
Inserir-se na massa é socializar a si mesmo.
A massa é, portanto, o povo degenerado.

Pode a massa ter cultura?

Cultura

Alguém definiu cultura, sob o prisma individual, como aquilo que permanece após ter-se esquecido tudo o que se aprendeu.
Transplantando tal conceito para o plano coletivo, poderíamos afirmar que cultura é o resíduo, imune à ação do tempo, dos conhecimentos - em sentido amplo - fundamentais dos povos. A cultura de determinada civilização vem a ser, portanto, o conjunto de seus valores e conhecimentos perenes.

Como se forma a cultura de um povo?

O termo cultura tem sua origem na agricultura, em razão da flagrante analogia entre as etapas do cultivo de um terreno e a formação da cultura humana.
Com efeito, a cultura de um terreno pressupõe sua limpeza de toda sujeira e ervas daninhas, a aragem e o cultivo dos vegetais desejados.
A plantação deverá obedecer determinadas regras. Será preciso plantar, antes de mais nada, coisas úteis, eis que uma cultura de ervas daninhas será uma falsa cultura.
Ademais, será necessário plantar em ordem, de maneira que, por exemplo, cada cereal esteja separado dos demais, a fim de que possa receber o tratamento que mais lhe convém.
Algo análogo se passa com a formação da cultura dos homens e dos povos.
Antes de mais nada, a boa cultura exige que se limpem as inteligências de todos os erros e falsas opiniões - ervas daninhas de nossas mentes - que comprometem tudo o que nelas venha a ser plantado.
Após, será preciso "arar" nossas inteligências, habituando-as a pensar. Pois apenas estudar não significa adquirir cultura: há analfabetos mais "cultos" do que muitos eruditos.
Finalmente será chegado o momento de "plantar", ordenadamente, verdades úteis em nossa mente.
Não basta, portanto, ao ser humano estudar, mas é preciso, antes de mais nada, selecionar aquilo que se estuda e se guarda, de modo a se conhecer coisas úteis.
Uma lista telefônica, por exemplo, está repleta de informações verdadeiras. Todavia, nenhuma utilidade traria seu estudo. Se olharmos em torno de nós, veremos com surpresa quantos há que dispersam seu tempo e inteligência com absolutas banalidades.
Além de ter por objeto coisas úteis, a formação cultural exige que se observe determinada ordem no estudo, a qual hierarquize nossos conhecimentos de forma lógica.
Assim, temos que, a cultura da enciclopédia - que posiciona os temas de acordo com sua "ordem" alfabética, e não sua importãncia ou encadeamento lógico - não pode ser considerada verdadeira cultura. Pois a enciclopédia, vasta e superficial, pode ser comparada com um oceano que uma formiga atravessaria com água pelas patas...
Visto o processo de formação cultural - que, mutatis mutandis, se aplica também à formação da cultura dos povos - cabe responder à indagação acerca da possibilidade de existência de uma cultura de massa.
É fácil perceber, tendo em vista o ensinamento de Pio XII, que a resposta somente pode ser negativa, na medida em que a massa, por definição passiva, não é capaz de cultivar - "limpar", "arar", "plantar" -, por si mesma, o que quer que seja.
A pseudo-cultura de massa não passa, na verdade, de um oceano de imposições ditadas pelos meios de comunicação, muitas vezes idênticamente destinadas às mais díspares regiões e povos.
Não é por outro motivo que as massas, sejam da América, Europa ou Ásia, apreciam e produzem a mesma arte, vestem as mesmas roupas, gostam das mesmas comidas. Não é por razão diversa que os estilos, as maneiras, as tradições, enfim, a cultura peculiar de cada povo vem dando lugar, em larga medida, a uma triste "standardização" universal.
Exatamente por não partir genuinamente dos povos, mas ser sempre uma imposição de cima para baixo, a pseudo-cultura se mostra indiferente e imune às profundas diferenças existentes, por exemplo, entre japoneses e italianos, ou entre norte-americanos e árabes: todos consomem os mesmos hamburgueres e coca-colas...

Todos receberam a mesma falsa e estereotipada "cultura".

Cultura Popular

Algo totalmente diverso, porém, ocorre em relação ao povo. Este tem movimento próprio, guardando seus próprios princípios e movendo-se de acordo com eles. Ao povo é dado, portanto, formar sua própria cultura, reflexo evidente das idéias fundamentais que o movem.
Ao contrário da chamada "cultura" de massa, a cultura popular tem suas raízes nas tradições, nos princípios, nos costumes, no modo de ser daquele povo.
Desta forma, cada povo produz, por exemplo, uma arte peculiar, reflexo de suas específicas qualidades, necessariamente diversa das artes de outros povos. Assim, por exemplo, houve uma verdadeira arquitetura colonial brasileira - expressão de autêntica cultura de nosso povo -, muito diferente da arte de escultores de outros povos.

Cultura de Elite

Mas a verdadeira cultura popular não se esgota em si mesma.
Conforme ensina o mesmo Pio XII, o povo sempre produz uma elite, formada por aqueles que se destacam nos mais variados campos.
E essa elite, naturalmente, aperfeiçoará a cultura popular. Portanto, é a cultura popular a causa eficiente da verdadeira cultura de elite, a qual não lhe é oposta, mas prolongamento natural dela, como a flor é produto da raiz.
Raiz e flor não se repelem, amam-se. A flor é o "orgulho" da raiz, pois esta é mãe daquela.
Vivaldi, Handel e numerosos outros compositores clássicos foram buscar temas para suas músicas nas canções populares de seu tempo. Não fosse a boa poesia popular, a literatura não teria Os Lusíadas ou A Divina Comédia.
A pobre massa, por sua vez, não produz elite, nem cultura. Dela somente nasce destruição da verdadeira cultura.

Fonte: Orlando Fedeli - "Cultura popular, cultura de elite, cultura de massa"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=politica&artigo=cultura&lang=bra
Online, 18/07/2011 às 13:34h